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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Trabalho de ginásio de um tetraplégico

Sim, eu posso!!!

Não serve de desculpa os nossos limites físicos....... Se não podes fazer TUDO, faz tudo o que PODES!

Sou um tetraplégico com lesão a partir de C4 incompleta e este é o meu segundo vídeo de trabalho de ginásio. 

Espero que seja uma motivação para todos.


Agradeço aos meus intrutores que sempre me incentivaram.

O primeiro Sérgio "Índio" Sá, que muito trabalho teve até descobrirmos os exercícios que melhor se adaptavam a mim.

O actual José Diogo Silva que continua a descobrir novos exercícios e é o primeiro a motiva-me para avançar sempre..........

Obrigado aos dois e ao Ginásio Vitafitness!!!

sábado, 13 de outubro de 2012

Portugal e a falta de cultura desportiva


Ao longo dos anos, uma das dificuldades de algumas pessoas é a de não poderem conversar, vibrar com um jogo do seu clube, da selecção, com a prestação de um atleta nas várias modalidades desportivas. 

A razão que existe para isso acontecer é a de que a grande parte dos portugueses não gostam de ver desporto. Desde pequenos que somos ensinados a gostar e a defender até aos limites (e até ultrapassá-los) um qualquer clube supostamente desportivo. Mas os clubes deixaram de ser apenas desportivos, e passaram a ser políticos, símbolos exagerados de uma região, cidade ou bairro. As pessoas chegam a defender mais as pessoas que se tornam o rosto desse clube em vez do próprio. 

Como existe o futebol que é a modalidade mais representativa dos clubes, e com mais visibilidade a nível mundial e principalmente europeu as pessoas gostam de futebol, como iriam gostar de qualquer outra actividade que fosse a principal bandeira dos clubes. 

A diferença entre nós e os adeptos de outros países é a ordem das coisas. Em qualquer país as pessoas gostam em primeiro lugar de desporto, em segundo vem a preferência por algumas modalidades e em terceiro e porque existem as anteriores escolhem um Clube para se tornarem adeptos. 

Em Portugal em primeiro defendemos um Clube e por essa razão gostamos da modalidade que mais o representa.

Não são poucas as vezes que temos uma selecção nacional de qualquer um dos desportos ditos amadores, a disputar um jogo importante e decisivo para a qualificação de uma competição importante, como um campeonato mundial, europeu ou mesmo olímpico, e deparamos que o pavilhão ou local em que se realiza essa prova está praticamente vazio. Quando defrontamos certas equipas em que existem muitos naturais desse País a viver em Portugal chegam a estar esses adeptos em maior número, e por vezes em proporções bastantes desiguais, o que deve levar os nossos atletas a pensar quem realmente joga em casa, e se valerá todo o esforço que fazem para poder treinar e jogar ao mais alto nível, uma vez que grande parte deles trabalha ou estuda e “negligenciam” por vezes a sua família o seu tempo de estudo, de descanso para irem treinar.

No futebol todos nós ficamos desolados por termos perdido aquela final, por morrer na praia e não termos tido a oportunidade de vir finalmente para as ruas festejar uma vitória portuguesa que por várias vezes já esteve tão perto. Desta vez quase lhe sentíamos o gosto, apesar de a nossa performance tenha sido espectacular e que ninguém dessa equipa se pode sentir derrotado, muito pelo contrário, além de chegarmos á final que com um pouco de sorte tínhamos ganho, fizemos excelentes e emocionantes jogos. A nível da organização foi também excepcional. Mas a vitória não veio e durante os tempos seguintes ouvimos várias pessoas dizerem, “fica para daqui a dois anos no Mundial, aí vamos conseguir.” Esse é um dos maiores desejos de qualquer português, mas desporto não é matemática, nem sempre o resultado final é aquele que é mais provável no início. E se isso acontecer vamos mais uma vez andar tristes e cabisbaixos. Mas essa sensação de tristeza deviamos tê-la depois de qualquer derrota, de qualquer atleta em qualquer modalidade.

Mas nós só temos de esperar dois anos para torcermos ou festejarmos uma vitória ou uma boa participação numa prova desportiva se quisermos. Felizmente alguns de nós tivemos vários motivos de alegria e oportunidades para festejar ao longo dos últimos tempos. Dou alguns exemplos. 

No Râguebi fomos Campeões Europeus de Seven por sete vezes, ganhamos também em 2004 no de Quinze o chamado torneio da Seis Nações B num jogo emocionante com a Rússia e resolvido já no último minuto. Além de sempre que defrontamos a Espanha nesse torneio termos ganho o que nos dá um gostinho especial mesmo que o jogo seja a “feijões”. 

No Atletismo tivemos uma Campeã mundial de pista coberta no pentatlo, a Naide Gomes, e um Vice Campeão nos 1500m, o Rui Silva que já foi campeão do mundo, já para não falar dos vários campeões olímpicos como Carlos Lopes, Rosa Mota, Fernanda Ribeiro ou Nélson Évora e também dos vários títulos europeus de outros atletas.

Embora muita gente só se lembre do atletismo nos Jogos Olímpicos existem vários campeonatos importantes entre esses 4 anos. 

No Andebol qualificamo-nos para cinco grandes competições, Europeus e Mundiais, consecutivas o que é inédito numa modalidade colectiva em Portugal.  

Na Vela, Gustavo Lima foi campeão Mundial na classe “Lazer”. 

No Hóquei em Patins somos a selecção com mais títulos Europeus e apenas agora a Espanha nos alcançou no número de títulos Mundiais. A nível de clubes temos ido a finais de competições europeias.  

No Tiro já tivemos campeões do mundo e da taça mundial. 

Estes são apenas alguns dos bons resultados e vitórias de atletas portugueses em grandes competições que mereciam ser reconhecidos por toda a gente.

Uma das razões para este desconhecimento é a de em Portugal não haver cultura desportiva. Grande parte dos portugueses desconhece as regras de quase todos os desportos e por isso não se sentem atraídos para os ver, mesmo tratando-se das cores do nosso país. Quando olhamos para um jogo e não percebemos se está a ser bem jogado, se os atletas estão a fazer as movimentações correctas, se o treinador escolheu uma boa táctica, se o árbitro está a ajuizar bem os lances da partida, perdemos todo o interesse pelo que se está a passar. Isso leva-nos a não nos deslocarmos aos locais das competições ou simplesmente mudarmos o canal da televisão. 

Se desde novos formos habituados a ver e a gostar de desporto, talvez no futuro venhamos a ter mais atletas. E havendo em maior número existem mais possibilidades de ter-mos mais qualidade e assim mais vezes e em mais modalidades disputarmos a vitória nas grandes competições. E porque nem todos querem nem podem tornar-se atletas de profissionais podemos vir a ter melhores adeptos, mais conhecedores e que encham sempre os pavilhões, estádios ou outro qualquer local em que se realize uma prova.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Reportagens com atletas paralímpicos

O que as nossas televisões esqueceram a TV Record do Brasil fez no progama "Giro".

Reportagens com alguns do atletas paralímpicos que vão representar Portugal em Londres 2012

Susana Barroso (bocia)
http://www.youtube.com/watch?v=O7kUGC40oDY

Simone Fagoso (natação)
http://www.youtube.com/watch?v=614d2qKtCOs

Gabriel Potra (atletismo)
http://www.youtube.com/watch?v=EAl8fjCSK6E

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Afinal qual é o "Melhor Atleta" de sempre... Bolt, Phelps ou outro???

Sinceramente não me interessa para nada isso....

E acho que essa "discussão" só tem sentido para dois tipos de observadores do desporto.

Os "pseudo" jornalistas desportivos, que de desporto só sabem a teoria de alguns livros que leram, mas que nunca praticaram desporto a sério, quem sabe apenas as aulas de educação física na escola que no nosso país são bem pobrezinhas. Esses mesmos jornalistas que durante quatro anos nada ou pouco escrevem sobre os atletas e as suas prestações, mas que durante os quinze dias que duram os Jogos Olímpicos, tornam-se "experts" em desporto, escrevem crónicas atrás de crónicas e até se sentem capazes de criticar as "performances" dos vários atletas seja qual for a modalidade. Sim porque eles de repente são especialistas em todas as modalidades. (Gostava que alguém de surpresa lhes perguntasse as regras dos vários desportos, para ouvir os "silêncios" deles ou então as asneiras.

O outro tipo são os 95,8% dos portugueses que também não praticam ou praticaram nenhum desporto, apenas são bons na modalidade de "palpites de sofá" (apenas 4,2% dos porugueses pratica um desporto federado, em comparação dos quase 40% da média europeia ou dos mais de 80% dos países do norte da europa). Leêm nos jornais "futebolisticos" aqueles quadradinhos que os acima citados jornalistas nos brindam nesta altura dos jogos e assim eles também passam a "iluminados".

Comparar Michael Phelps com Usain Bolt ou Larisa Latynina é a mesma coisa como pegar no melhor Whisky, o melhor Vinho do Porto, o melhor Champanhe e depois dizer qual é a melhor bebida.

Não tem comparação e pronto!!! É discutir o sexo dos anjos.

São modalidades diferentes e épocas diferentes. Mesmo dentro da mesma modalidade há comparações que não se podem fazer. Os métodos de treino evoluíram, as realidades físicas e culturais são diferentes. Até os países dos atletas muitas vezes são diferentes.

Para quem gosta mesmo de desporto as verdadeiras conversas não vão ser de comparação mas sim de lembrança.

Lembrar como Jesse Owens em Berlim 1936 se tornou o primeiro homem a ganhar quatro medalhas no atletismo 100 metros planos, 200 metros planos, estafeta de 4x100 metros planos e salto em compimento.

Lembrar Jack Beresford Jr. remador britânico que também em Berlim 1936 se tornou o primeiro homem a ganhar medalhas em cinco JO diferentes.

Lembrar Emil Zatopec fundista checoslovaco que em Helsínquia 1952 ganhou nesses jogos o ouro em 5000 metros, 10000 metros e na maratona.

Lembrar Larisa Latynina ginasta soviética e as suas dezoito medalhas.

Lembrar Nadia Comaneci ginasta romena e a sua nota nas barras assimétricas. O primeiro 10.00 perfeito da ginástica desportiva em Munique 72.

Lembrar Mark Spitz nadador americano e as suas onze medalhas, sete delas de ouro nos  JO de Munique 1972.

E daqui a vinte anos nos JO de 2032 sejam eles em que cidade forem e estiver em conversa com outro amante de desporto a conversa vai "pegar fogo" e vou poder dizer: 

EU VI

Eu vi Greg Louganis americano de saltos para a água ser o único campeão de saltos em trampolim de 3 metros e plataforma de 10 metros em dois JO diferentes. Los Angeles 1984 e Seul 1988.

Eu vi Carl Lewis igualar Jesse Owens com quatro medalhas em Los Angeles e nas mesmas provas. Vi também Carl Lewis tornar-se o primeiro homem do atletismos com quatro medalhas de ouro em quatro JO diferentes no salto em compimento.

Eu vi Mickael Johnson tornar-se o único homem a vencer os 200 e os 400 metros planos nos mesmos jogos Atenas 1996 e estabelecer recordes mundiais que nos 200 metro só agora caiu (2011) e o dos 400 metros ainda dura.

Eu vi Steven Redgrave também remador britânico que em Sidney 2000 igualou o feito do seu compatriota, com medalhas em cinco JO diferentes, este com todas de ouro.

E finalmente eu vi Mickael Phelps bater o recorde de Mark Spitz com oito ouros em Pequim 2008 e Larisa Latynina com vinte e duas medalhas no total em Londres 2012.

Também em 2012 em Londres Usain Bolt tornou-se o primeiro velocista a vencer os 100 e 200 metros planos em dois JO seguidos.

Esta conversa e estas lembranças sobre estes grandes e eternos atletas que ficarão com os seus nomes e marcas nos livros da história do desporto, que os verdadeiros amantes do desporto querem ter.

As comparações e as discussões picuinhas, ficam para os especialistas acima citados no início deste post. 

domingo, 12 de agosto de 2012

Nos Jogos Olímpicos todos os atletas são iguais... Serão???


Na primeira semana dos Jogos Olímpicos todos se devem lembrar que quatro duplas do badminton, uma chinesa, uma vietnamita e duas sul coreanas, foram desqualificadas por propositadamente terem perdido jogos depois de já estarem apuradas para a fase seguinte, para apanharem um calendário mais fácil.

Esta acção das atletas foi descrita como farsa e "inaceitável" pelo presidente do Comité Organizador dos JO de Londres 2012 e por um porta-voz do COI. Provou-se que não fizeram "tudo o que lhes era possível para ganhar" (Isto foi dito pelos responsáveis para explicar a desqualificação)

Na altura eu aplaudi essa acção e porquê?

Porque estou cansado de todas as semanas ver em uma modalidade, o Futebol, ser prática usual e até da praxe, o engano, a simulação, o teatro.  Tudo é aceite no futebol para que a equipe ganhe. A própria FIFA é conivente pois é um dos pouquíssimos desportos que é avesso e foge a sete pés dos meios tecnológicos para tentar diminuir o erro.

Engraçado é ver as "desculpas" que dão para isso, sem nunca admitirem que a verdadeira razão é para  que sempre que desejável não passe a equipe que merece mas sim aquela que dá mais jeito. Isso mesmo umas equipas trazem atrás delas mais espectadores, e os patrocinadores gostam dessa que dão mais dinheiro.

Eu não quero essa erva daninha que envolve o futebol se espalhe nos JO. Por isso aplaudi o afastamento dessas duplas.

Mas e depois..............?

Onde estava a coerência dessa decisão? O Comité Olímpico Internacional devia como orgão máximo OBRIGAR todas as federações a ter o mesmo comportamento.

E nestes JO foram vários os exemplos:

Philip Hindes ciclista britânico que ao ver que a sua equipe teve uma má largada atirou-se para o chão para obrigar a nova partida.

O argelino Taoufik Makhloufi que fingiu uma lesão e desistiu nos primeiros 100 metros da prova de 800 metros para apenas correr a de 1500 metros. Chegou a ser desqualificado dos 1500 metros mas bastou um atestado médico sem confirmação para ser novamente inscrito. E milagre 1 dia apenas da grave lesão que nunca foi confirmada por médicos independentes ele ganha o ouro na final dos 1500 metros.

A equipe de basquetebol espanhola que vence todos os jogos até já estar apurada e depois perde os necessários e sem disfarçar (como vimos no quarto tempo do jogo com o Brasil) para escaparem aos EUA antes da final. 

E nestes casos??? Não houve farsa de alguns??? Não é inaceitável??? Os atletas fizeram tudo o que lhes era possível para ganhar, em outros???

Estou a ver que além dos atletas, juízes e agora mais recentemente os treinadores fazerem o seu "Juramento Olímpico", Também os dirigentes do COI  e das várias FEDERAÇÕES vão ter que começar a fazê-lo.

Os atletas são todos iguais, mas sempre uns vão ser mais iguais do que os outros...........

sábado, 28 de julho de 2012

Jornais desportivos ??????????





Começaram ontem os Jogos Olímpicos de Londres 2012.


Os JO é "SÓ" o maior acontecimento desportivo do mundo e realizam-se de quatro em quatro anos.

Se calhar por ingenuidade minha julguei que a primeira página dos nossos ditos "jornais desportivos" tivesse como destaque isso mesmo. A abertura dos JO.

Mas com muito espanto reparei que o destaque era de um jogo de uma equipa de futebol.

Mas seria um jogo importante? Alguma final de uma grande competição? 

NÂO, era apenas um amigável de princípio de época para um troféu privado.

Quero ver se esses afinal "Jornais futebolisticos" e não desportivos, vão ter a "lata" de criticar a prestação dos atletas portugueses nos JO.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Pedido de desculpas

Venho pedir desculpas a todos os visitantes deste blog.

Só agora reparei que os comentários estavam apenas disponíveis ao seguidores do blog e bloqueados aos restantes visitantes.

Já foi rectificado esse problema, pois na minha opinião todos os comentários são válidos e todos devem ter esse direito e não pôr condições para os mesmos. Neste caso seria ser seguidor.

Visitem e comentem, o Mundo Desportivo agradece.


E de novo as minhas desculpas...

terça-feira, 24 de julho de 2012

Petição Pública "Desporto em canal aberto"

Entrem neste site, assinem e divulguem pelos vossos amigos que gostam de desporto...



"Nos últimos tempos, temos tido atletas Portugueses que têm levado o nome de Portugal, ao mais alto nível e parece que todos os ignoramos e que só cá estamos para os criticar quando falham, nunca nos lembrando deles quando ganham. 
Não somos só um país de futebol, e cada vez mais temos vindo a comprovar isso, seja no atletismo, no rugby, judo, no ténis, entre outros…
Acho que devia ser de interesse de toda a nação, que sempre que um atleta português representa-se o país a nível internacional, fosse pela selecção ou pelo seu clube, que fosse transmitido em canal aberto e em directo, e não venham com desculpas de programação, porque se um dos grandes do futebol português, decidir fazer um jogo para a semana, todos os canais vão achar espaço na sua grelha para o transmitir.
Acho que todos temos o direito, de vibrar com os feitos realizados pelos tugas, e não sermos quase sempre dos últimos a ver as novidades, isto quando se dão ao trabalho de falar e transmitir das proezas por eles conquistados.
Para o bem da cultura portuguesa e dos portugueses espalhados por esse mundo fora.